Maio

Posted: 31 de mai de 2012 by leo in
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Filmes


O mês de Maio começou com as duas pendências do mês de Abril,o primeiro deles foi o vencedor do Urso de Ouro de 2010,Um Doce Olhar de Semir Kaplanoglu,filme que te dá impressão de um primeiro ato que não funciona bem,mas muito pelo contrário,mostra todas as afeição que um pai pode ter um por um filho e vice e versa,já o segundo ato é desolador,forte numa sutileza linda,composta por um fotografia extraordinária (que funciona melhor no primeiro ato),mas é no segundo ato que possui as cenas mais significativas,direção ótima e uma atuação Tülin Ozën.A segunda pendência foi o multindicado ao Oscar A Invenção de Hugo Cabret,que ficou conhecido como o infantil de Martin Scorsese,nisso o incrível não decepciona,o que falta é na história,que é absurdamente desinteressante quando não se trata do ótimo plot de George Méliès,fora isso,não serviu pra nada,somente pra ser algo deslumbrante a ser estéticamente assistido,Asa Butterfield é ótimo,mas Helen McCrory e principalmente o extraordinário Ben Kingsley chamam atenção,Hugo se trata de um passatempo demorado que pode encher o saco.Finalmente assisti a dois extremamente recomendados,o primeiro deles foi o extremamente pesado Fome,a primeira parceria de Steve McQueen com Michael Fassbender,como disse é absurdamente difícil de se assistir,o mais forte não está nas cenas mais explícitas e sim nas mais aparentemente inofensivas,as cenas finais não são pra qualquer um,o plano da conversa entre Bobby e o Reverendo Dominic é uma aula de como ser fazer bonito,duas atuações destruidoras Liam Cunningham não deixa se abater pela grandiosidade absurda de Fassbender (repito,enfatizo e pressiono Caps Lock ABSURDA),a direção de McQueen é intimista,não se mete e deixa que o poder das cenas mostrem o quão urgente é o assunto tratado,simplesmente maravilhoso,filme que todos merecem assistir,mas bom ir preparado.Eu,Também de Antonio Naharro e Álvaro Pastor,é tão eficiente quanto Fome,na mensagem que pretende passar,pena que somente aí é eficiente,um filme que não possui grandes atrativos,algumas cenas excepcionais,o seu maior erro definitivamente é se prolongar,Lola Dueñas e Pablo Pineda são ótimos,mas concerteza funciona somente juntos,bom,mas podia ser melhor.O Homem que Mudou o Jogo é um dos meus preferidos entre os indicados ao Oscar,a direção de Bennett Miller é boa,mas não tanto quanto seu último (o maravilhoso Capote),o grande poder do filme tá no roteiro do sempre excelente Aaron Sorkin e Steven Zaillian e na atuação poderosa de Brad Pitt,que se mostra cada vez melhor em suas escolhas,o defeito tá na rapidez em que os fatos se tomam,e sobre o tão comentado Jonah Hill,bom,mas prefiro Phillip Seymour Hoffman.E pra terminar o mês,o francês Tomboy com Céline Schiamma na direção de um drama sútil e de uma eficiência impressionante,indo sem clichês ou rodeios na descoberta de uma pré adolescência desde então complicada,o silêncio das cenas mais importantes é incômodo e perfeito pra sensação de vazio que a personagem procura passar,não somente Zoe Héran é ótima,assim como todo o seu elenco,impossível assistir sem um sorriso ao seu fim.

5 Cenas
  1. A Conversa de Bobby Sands com Reverendo Dominic (Fome)
  2. Jogo das Luzes na Cozinha (Um Doce Olhar)
  3. Lisa vê Michael (Tomboy)
  4. Daniel olha Laura nos olhos (Eu,Também)
  5. George Mèliés assiste aos seus filmes (A Invenção de Hugo Cabret)

Séries

Enquanto Abril foi um mês pra diversas estréias,Maio foi o mês pra consolidação dessas estréias e todas elas cumpriram perfeitamente os seus papeis.Em Game of Thrones,a briga por Westeros é cada vez mais brutal,por um lado Theon toma Winterfell,mas seus parentes o mostram quanto o mesmo é incapaz de tomar um lugar de tamanha importância,Robb prepara seu exército pra invadir King´s Landing que já fora invadida por Stannis,Tyrion tem que proteger King´s Landing de seus inimigos já que seu sobrinho Joffrey não tem a mínima capacidade de liderar um povo que o odeia e logo ali em Qarth,Daenerys se vê completamente sem saída mas reluta pra ter seus filhotes de volta,enfim,em volto a tudo isso somos testemunhas de aulas de direção,atuação,roteiro,produção,a qualidade de Game of Thrones é crescente.Mad Men é outra,que se continuar nesse ritmo consegue ainda superar suas outras temporadas que não foram nada menos que geniais,Sterling Cooper Draper Pryce,finalmente conseguem a Jaguar,com uma ajuda muito específica de Joan,Pete e Roger sofrem de crises existenciais que dão espaço pra Vincent Kartheiser e John Slattery  fazerem o que bem entendem,enquanto Peggy simplesmente não aguenta mais,não se sabe o que,descaso,se sentir excluída,ou ver que seu lugar está sendo tomado por alguém "melhor",Mad Men chegou a um nível inexplicável,se torna uma série tão complicada de se comentar quanto Breaking Bad ou The Wire,mas uma coisa é fácil se dizer,Christina Hendricks é o nome da temporada.Já nos dias de hoje,conhecemos o passado e como Olivia Pope começou a se envolver com o Presidente Grant,após o magnífico 4° episódio,Scandal não perdeu mais o ritmo,chegou ao ponto de nem a afetação de Kerry Washington e nem os sermões de todos os personagens incomodam e deixou um cliffhanger pequeno,mas intrigante,saiu a temporada com o pé direito.Já nos Subúrbios do Texas,Lacey descobre que Riley é uma massagista com trabalhos extras,Linette descobre que seu pretendente só pretende roubar o seu dinheiro e fugir para São Paulo(!),The Rub e suas meninas são ameaçadas por um policial e Selena ameaça cada vez mais o segredo de Riley,em The Client List,tudo continua mal escrito e maravilhoso.Já em termos de comédia,todas foram impecáveis,Girls melhora,vai se afastando das afetações e tornando tudo mais sútil,deixando que as cenas tomem conta do cenário,Marnie e principalmente Hannah cada vez mais interessante,enquanto Shoshanna e principalmente Jessa cada vez menos e Adam cada vez mais grotesco.Veep é cada vez mais impressionante,o conjunto da obra ali é todo perfeito,os roteiros,as direções e principalmente o elenco,que elenco,Julia Louis Dreyfuss encabeça tamanha genialidade,Nicknames é o melhor episódio do ano em termo de comédia (não vi muitas,então),especificamente,a cena em que os apelidos são apresentados a Selina,o mínimo que se pode fazer é chorar,extraordinária.Don´t Trust the Bitch in Apartment 23 é uma grata surpresa,a qualidade ao invés de ser constante,ela se elevou,um belo trabalho onde tudo funciona bem,principalmente roteiro e o elenco que antes era bom,agora pode se dizer brilhante,a química entre Krysten Ritter,Dreama Walker e James Van Der Beek (impagável) é impressionante,a prova de tamanha qualidade é a season finale e o magnífico,The Wedding.A maratona de Maio,foi a 2° temporada de The Big C,começou devagar,depois tomou força com a adição de Lee,mas por envolto do 9° episódio a força foi se perdendo,pra ser mais específico após o aborto sofrido por Rebecca,tudo meio que se perdeu,e metade dos personagens pareciam insuportáveis,mas a parte boa que a série se recuperou em seus dois episódios finais e mais uma season finale belíssima,não de fazer chorar,mas bela,e já disse mas é sempre válido ressaltar,Laura Linney é brilhante.

10 Atuações
 
  1. Christina Hendricks por Mad Men em Christmas Waltz
  2. Nikolaj Coster-Waldau por Game of Thrones em A Man Without Honor
  3. Julia Louis Dreyfuss por Veep em Nicknames
  4. Elisabeth Moss por Mad Men em The Other Woman
  5. Lena Headey por Game of Thrones em Blackwater
  6. Peter Dinklage por Game of Thrones em Blackwater
  7. Laura Linney por The Big C em The Darkest Day
  8. Lena Dunham por Girls em Hard Being Easy
  9. Vincent Kartheiser por Mad Men em Lady Lazarus
  10. Cynthia Nixon por The Big C em A Little Death

Música

Após passado o êxtase pelos novos de Marina and the Diamonds e principalmente de Miike Snow,chegamos a Maio com novas e ótimas,de início ouvi Aja do The Darcys,bom,nada fora do normal,tem as ótimas Deacon Blues e Home at Last,um passatempo válido.Resisti ao novo do Sigúr Ros,Valtari,a sensação é a mesma de comer algo gostoso que não faz ideia de olhos vendados,não sabe do que se trata,mas tá bom,muito bom,destaco Ekki Múkk que como falei,não sei o que é,mas é maravilhoso.Temos o prazeroso Hoodie Allen com seu EP All American,que obviamente é uma homenagem válida ao seu país de origem,Hoodie canta o porque dos Estados Unidos ser conhecido como o país das oportunidades,todas muito boas,mas High Again,Eighteen Cool,Top of the World e No Faith in Brooklyn (o Não Existe Amor em SP deles) captam perfeitamente a ideia que Hoodie quer passar.Santigold foi extremamente elogiada pelo seu novo trabalho Master of My Make-Believe,nas três primeiras faixas eu queria descobrir o porque de tantos amores,após elas,é fácil compreender,a batida é contagiante e as letras são maravilhosas,Big Mouth é incrível,mas The Riot´s Gone é uma das melhores conferidas do mês,definitivamente vale a pena.Anathema assim como Hoodie Allen fez algo temático com seu Weather System (e bem auto explicativo) as letras são extraordinárias,mas se permanecesse com a ideia de uma faixa ser continuação de outra,o disco poderia ser facilmente um dos melhores do ano,ouçam desesperadamente The Gathering of the Clouds e The Lost Child.Fibes,Oh Fibes! vem com o Album,contagiante é a melhor palavra pra descrever,nada que incomode muito,só vai perdendo a força com o decorrer das músicas Goord For My Soul é absurdamente linda.A irreverência de Gaby Amarantos com Treme é o que faltava pra música nacional,tudo muito bem feito mesmo sendo um tipo de música entitulado como Brega,pode se dizer um Brega de respeito,todas contagiantes,fáceis e grudentas,Xirley e a exausta Ex Mai Love são magníficas,mas Mestiça,essa sim é incrível,com toda força,uma música forte,definitiva,apontando que o negócio veio pra ficar,e se é pra ficar que fique com essa qualidade.Muitos viraram a cara pra Little Broken Hearts,o novo da linda Norah Jones,sinceramente não entendo,pois é superior ao seu anterior,enfim,a mulher continua sem errar,Happy Pills sé fácil,bem interpretada,bem produzida e bem escrita,definitivamente pra se prestar atenção,mas foi She´s 22 que me conquistou,forte e altamente triste.E pra terminar Rufus Wainwright fez o melhor que eu ouvi no mês,Out of the Game é sensacional,nada tá fora do lugar,redondinho e todo bom,produção,interpretações e letras em nível alto de beleza,por favor,ouça.

5 Músicas

1 comentários:

  1. "A Invenção de Hugo Cabret" foi, para mim, uma experiência pela metade. Existem dois filmes dentro de um, ambos rivalizando a atenção do espectador. E, por isso mesmo, o filme de Scorsese fica completamente sem ritmo. Por outro lado, a estética do filme é simplesmente louvável!