Agnes de Deus

Posted: 29 de mar. de 2010 by leo in Marcadores:
5

Contém Spoilers

Quando o filho da jovem freira Agnes é encontrado estrangulado pelo cordão umbilical , uma psiquiatra designada judicialmente , Martha Livingston deve decidir se a devota porém problemática garota está apta a submeter-se a um tribunal.Em sua busca pela verdade , Martha bate de frente com a intratável Madre Superiora , que garante que Agnes não se recorda da gravidez.Mas a investigação revela aspectos misteriosos da personalidade de Agnes.

Como na resenha do filme passado (Um Sonho Possível) eu não sou nada simpatizante de filmes com a temática esportiva e já com a temática convento e suas controvérsias é na maioria das vezes filmes que mais me agrada , a uns meses atrás já tinha gostado bastante de Dúvida , só que até então só estava curioso sobre esse Agnes de Deus , então assisti e conferi essa obra prima que não sei porque diabos é esquecido pelo grande público.
Pra início de conversa o filme já começa chamando muita atenção e nos prendendo atenção nos primeiros 3 minutos , desde da cena inicial mergulhamos numa trama envolvente , interessante , intrigante que em qualquer segundos que perder do filme pode ser crucial.

O roteiro e a direção do filme caminham da forma que eu gosto numa sincronia invejável e com uma fotografia simples mas cuidadosa a qualidade do filme só aumenta , falando em qualidade da parte técnica , a trilha sonora de Georges Delerue (toda instrumental) é meticulosa e capta perfeitamente o clima sempre tenso de todo o filme.Os diálogos ágeis e rápidos mostra facilmente que o filme é uma adaptação de uma peça teatral (assim como fica óbvio em Dúvida) , mas isso em nada atrapalha e somente contribui com o clímax das cenas cruciais.

E agora falo aqui do aspecto que mais me chocou positivamente em todo o filme as atuações poderosas do trio Jane Fonda,Anne Bancroft e Meg Tilly , todas tem seu momento crucial durante todo o filme , Meg Tilly extrapola , exagerada (no ótimo sentido da palavra) e é firme e decisiva em todas as cenas em que contracena.Já Jane Fonda e Anne Bancroft não precisam de muito escândalo pra mandarem bem , na técnica e nos fortes trajeitos de ambas personagens vemos como a química entre as duas é boa , ótima por sinal.
E o que falar da cena em que tudo é decisivo , é a cena onde temos a melhor interpretação das três atrizes , é tudo perfeito , os diálogos corridos , os cenários todo em branco mostrando uma tranquilidade um tanto falsa , a expectativa e definitivamente a revelação e é justamente onde temos a prova de que Jane Fonda e Anne Bancroft é duas das atrizes mais absurdas que o cinema já viu , o desmoronamento de suas expressões é coisa de gênios e a serenidade de Meg Tilly quando revela a verdade é fora do normal , uma das cenas mais incríveis que já presenciei.

Por fim Agnes de Deus é um filme obrigatório e ponto final !

Sinopse retirada do e-pipoca


Nota:10/10

Agnes de Deus (Agnes of God,1985)
Diretor :
Norma Jewinson
Roteiro : John Pielmeier baseada da peça Agnes de Deus de John Pielmeier
Elenco : Jane Fonda , Anne Bancroft , Meg Tilly

Little Boots - Hands

Posted: 28 de mar. de 2010 by leo in Marcadores:
4


Num site de música desses aê encontrei um texto falando super bem de um álbum de mais uma cantora britânica brilhante , única e linda e ainda tiveram a audácia de comparar essa cantora com Kylie Minogue.Resolvi correr atrás do álbum dessa cantora chamada Little Boots e minha concepção sobre o álbum é que parece que é a mesma coisa de quando eu ainda não tinha ouço , nada.

Primeiramente o álbum já começa errando na capa , mas como a capa do álbum é sempre incógnita , vamos falar do conteúdo que também quer dizer bem pouquinho.Acho que o início do álbum (que é também o primeiro single) foi bem escolhida New in Town é uma música bem pra cima e bem alto astral , mas acho que as melhores coisas do álbum ficaram mesmo pra faixa inicial.
Earthquake consegue o feito de pior o momento da interpretação de Little Boots chegando a ser uma música irritante , Stuck On Repeat , Click e Mathematics são músicas que logo chegando ao fim do álbum ficam esquecíveis , até mesmo porque o melhor momento do álbum fica mesmo pro fim.
Como disse no decorrer do texto que Hands era um álbum esquecível mas não completamente , temos ótimas músicas como No Brakes onde se encontra um dos melhores momentos de todo álbum , Hands que tem a melhor interpretação da Little Boots (claro sempre na baladinha) e ainda temos a ótimas Ghost que usa uma batida muito boa de se ouvir e Meddle que quando ouço me dá uma sensação de Deja Vu mas que é o tipo de música que funciona bem para o mp3 quanto para as pistas.

Por fim o uso marcante das batidas fortes durante todo o álbum da Little Boots não garantem um álbum perfeito e o posto rainha de pop britânico com voz fina continua da Kylie Minogue e provavelmente não será tirado nunca , aconselho se vocês curtirem esse tipo de Pop Britânico (parecido com Minogue,Girls Aloud versão com menos qualidade) acho que seria uma boa pra vocês mas pra mim não desceu completamente.


Melhor Música : Ghost
Pior Música : Earthquake

Nota:7/10

Um Sonho Possível

Posted: 26 de mar. de 2010 by leo in Marcadores:
8


Michael Oher é um jovem negro , filho de mãe viciada e não tinha onde morar.Com boa vocação para os esportes , um dia ele foi avistado pela família de Leigh Anne Tuohy andando em direção ao estádio da escola para poder dormir longe da chuva.Ao ser convidado para passar uma noite na casa dos milionários , Michael não tinha idéia que aquele dia iria mudar pra sempre sua vida , tornando-se mais tarde um astro de futebol americano.

Somente pela sinopse do filme eu nunca me vi interessado pelo filme , filmes com a temática futebol americano nunca me chamaram a atenção e esse não foi excessão , e me arrisco a dizer que foi um dos mais medíocres que já assisti.
Primeiramente achei interessante como o filme foi apresentado de forma criativa e diferente , pena que o criativo e diferente ficou somente pra cena inicial.
O roteiro é triste (no péssimo sentido) sem graça , bobinho e cai em diversos clichês que seria facilmente fugir deles mas o roteiro falho de John Lee Hancock é realmente irritante.

Falando em John Lee Hancock ele é o cara que leva o filme pro inferno , além de fazer um roteiro mal feito , a direção não arrisca , usa recursos que vemos em seriados como Cold Case é realmente triste de ver como uma pessoa é sem criatividade como John Lee.
Já o elenco do filme é meio frustrante , tão frustrante que o que mais funciona em todo elenco é a ótima química entre a dupla Quinton Aaron e Jae Head que nos entrega os momentos mais descontraídos do filme (já que é na descontração que o filme ganha mais força , lembrando que é um filme dramático) , Tim McGraw é apagado mesmo sendo com ele a cena mais importante do filme.

Já na tão falada (e babacamente premiada) atuação de Sandra Bullock chega a dar vergonha de saber que tanta gente votou pra Bullock vencer um Oscar de Meryl Streep,Gabourey Sidibe e Carey Mulligan , a personagem é apagada , insossa e não tem aquele brilho pra ser tornar memorável , infelizmente.

Por fim a impressão que eu tive quando terminei de assistir a Um Sonho Possível é que assisti a só mais um filme normal , sem a hype da temporada de premiações sem nada , somente mais um filme pra fazer bilheteria.
Filme aborrecido que somente é agradável que nem simpático consegue ser , se quer assistir repensa e escolhe outro.


Sinopse retirada do Adoro Cinema

Nota:4/10

Um Sonho Possível (The Blind Side,2009)
Diretor:
John Lee Hancock
Roteiro:John Lee Hancock
Elenco:Sandra Bullock , Tim McGraw , Quinton Aaron , Jae Head , Lily Collins , Ray McKinnon , Kim Dickens , Adriane Lenox , Kathy Bates

JCVD

Posted: 21 de mar. de 2010 by leo in Marcadores:
4


Jean Claude Van Damme é um astro de Hollywood , que passa por uma grande maré de azar.Após chegar aos Estados Unidos e logo atingir o sucesso , ele vê sua derrocada a partir da batalha judicial que enfrenta para ter a custódia de sua filha.Problemas com drogas,álcool e sonegações de impostos também prejudicam sua carreira.Em mais uma tentativa de se recuperar , ele retorna ao seu país natal em busca de paz e tranquilidade , é quando ele se vê envolvido em um assalto a banco , no qual filme gira em torno.

O filme é nada mais nada menos que chocante , por diversos motivos enfatizamos aqui vários deles.Primeiramente a parte técnica que de verdade me impressionou tanto a fotografia de Pierre Yves-Bastard que mescla o cinzento e o obscuro perfeitamente e um cenário de François Dickes simples e muito bem feito.
Outro fator chocante (e raro,raríssimo) é a atuação irretocável de Jean Claude Van Damme , que tem uma das performances mais honestas dos últimos anos (Mickey Rourke tá logo ali do lado) , na atuação vemos Van Damme interpretar ele mesmo de forma que nos faça nos identificar com sua pessoa e ao mesmo tempo perceber trajeitos de sua personalidade instável , como na cena em que ele tenta retirar o dinheiro do correio , no qual se irrita muito rapidamente.
Ao falar da interpretação de Van Damme é inevitável não falar sobre o monólogo interessantíssimo que Van Damme fala sobre sua carreira , seus defeitos e seu declínio em Hollywood , impecável.
Mas o melhor aspecto de longe do filme é a direção certeira , firme e direta de Mabrouk El Mechri , e destaco sua direção no enorme plano sequência em que vemos o processo do assalto ao banco de um segundo ponto de vista , incrível.

Por fim o filme tem lá seus defeitos , como o roteiro , mas que é totalmente relevado pela competência do El Mechri e da atuação belissima de Van Damme , recomendo horrores.


PS:curtiram o novo visual do blog , culpa do Cristiano Contreiras do Apimentário
PS²:Sinopse retirada do Adoro Cinema

Nota:10/10

JCVD (JCVD,2008)
Diretor:
Mabrouk El Mechri
Roteiro:Mabrouk El Mechri,Frédéric Benudis,Frédéric Taddeï,Vincent Ravalec,Christopher Turpin

Jamie Cullum - The Pursuit

Posted: 20 de mar. de 2010 by leo in Marcadores:
6


Minha relação com os trabalhos anteriores de Jamie Cullum eram raras , raramente ouvia algo de Jamie Cullum e pra falar a verdade nada nunca me impressionou , mas algo veio na minhas idéias de baixar esse álbum de Jamie Cullum que foi lançado ano passado , baixei e a reação que fiquei assim que terminei de ouvir o álbum foi , vou ouvir de novo.
O tem todo um marketing inicial super bacana , vamos analisar primeiramente com a capa do álbum que nos mostra belamente um piano sendo destruído e foi algo que achei bem bonito.Outro aspecto de estréia que temos do álbum é a 1° faixa do álbum , um cover DIVINO da música Just One of Those Things do Cole Porter e aquele solo de piano , é muito foda , mas de fato não é o melhor cover do álbum.E continuando na linha marketing inicial do álbum temos a ótima I´m All Over it , bacaníssima e com cara de single.
Mas falar de música boa desse álbum é meio que chover no molhado porque todas as músicas são válidas mas destaco aqui You and Me Are Gone , que tem aquele Jazz acelerado incrível que eu tanto aprecio.I Think I Love que tem todos os atributos para me agradar , falar de amor com uma interpretação única.E ainda tem We Run Things , que tem aquele ar meio descontraído do álbum que dar um gás ainda maior pra que o tempo gasto ouvindo o álbum seja muito melhor.
Mas agora falo aqui na nata do álbum o que o álbum tem de melhor começo aqui falando do cover de Don´t Stop the Music da Rihanna.
Jamie Cullum entra totalmente pro clube de Maria Gadú e Vanessa Da Mata pegar músicas chatíssimas/insuportáveis na voz do cantor original e meio que fazer quase uma obra prima (no caso de Gadú , Baba Baby da Kelly Chave e da Da Mata Um Dia,Um Adeus do Guilherme Arantes/Belo Bandido) , Jamie Cullum faz quase algo inexplicável com o lixo que era Don´t Stop the Music e simplesmente faz algo que dá vontade de levantar e bater palmas , fora do normal.
Nos finalmentes digo pra todos vocês que lêem meu blog e goste do gênero ou do artista , corram , ouçam isso que é um absurdo de tão bom.

PS:Sem contar na interpretação única que Cullum dava a cada música , trabalho único.


Nota:10/10

Melhor Música:I´m All Over It
Pior Música:Love Ain´t Gonna Let you Down , a música e LONGE , longe mesmo de ser ruim , mas sofre por ser a mais esquecível de todo o álbum , mas devo ressaltar que a letra é belíssima.