Maio

Posted: 31 de mai. de 2012 by leo in
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Filmes


O mês de Maio começou com as duas pendências do mês de Abril,o primeiro deles foi o vencedor do Urso de Ouro de 2010,Um Doce Olhar de Semir Kaplanoglu,filme que te dá impressão de um primeiro ato que não funciona bem,mas muito pelo contrário,mostra todas as afeição que um pai pode ter um por um filho e vice e versa,já o segundo ato é desolador,forte numa sutileza linda,composta por um fotografia extraordinária (que funciona melhor no primeiro ato),mas é no segundo ato que possui as cenas mais significativas,direção ótima e uma atuação Tülin Ozën.A segunda pendência foi o multindicado ao Oscar A Invenção de Hugo Cabret,que ficou conhecido como o infantil de Martin Scorsese,nisso o incrível não decepciona,o que falta é na história,que é absurdamente desinteressante quando não se trata do ótimo plot de George Méliès,fora isso,não serviu pra nada,somente pra ser algo deslumbrante a ser estéticamente assistido,Asa Butterfield é ótimo,mas Helen McCrory e principalmente o extraordinário Ben Kingsley chamam atenção,Hugo se trata de um passatempo demorado que pode encher o saco.Finalmente assisti a dois extremamente recomendados,o primeiro deles foi o extremamente pesado Fome,a primeira parceria de Steve McQueen com Michael Fassbender,como disse é absurdamente difícil de se assistir,o mais forte não está nas cenas mais explícitas e sim nas mais aparentemente inofensivas,as cenas finais não são pra qualquer um,o plano da conversa entre Bobby e o Reverendo Dominic é uma aula de como ser fazer bonito,duas atuações destruidoras Liam Cunningham não deixa se abater pela grandiosidade absurda de Fassbender (repito,enfatizo e pressiono Caps Lock ABSURDA),a direção de McQueen é intimista,não se mete e deixa que o poder das cenas mostrem o quão urgente é o assunto tratado,simplesmente maravilhoso,filme que todos merecem assistir,mas bom ir preparado.Eu,Também de Antonio Naharro e Álvaro Pastor,é tão eficiente quanto Fome,na mensagem que pretende passar,pena que somente aí é eficiente,um filme que não possui grandes atrativos,algumas cenas excepcionais,o seu maior erro definitivamente é se prolongar,Lola Dueñas e Pablo Pineda são ótimos,mas concerteza funciona somente juntos,bom,mas podia ser melhor.O Homem que Mudou o Jogo é um dos meus preferidos entre os indicados ao Oscar,a direção de Bennett Miller é boa,mas não tanto quanto seu último (o maravilhoso Capote),o grande poder do filme tá no roteiro do sempre excelente Aaron Sorkin e Steven Zaillian e na atuação poderosa de Brad Pitt,que se mostra cada vez melhor em suas escolhas,o defeito tá na rapidez em que os fatos se tomam,e sobre o tão comentado Jonah Hill,bom,mas prefiro Phillip Seymour Hoffman.E pra terminar o mês,o francês Tomboy com Céline Schiamma na direção de um drama sútil e de uma eficiência impressionante,indo sem clichês ou rodeios na descoberta de uma pré adolescência desde então complicada,o silêncio das cenas mais importantes é incômodo e perfeito pra sensação de vazio que a personagem procura passar,não somente Zoe Héran é ótima,assim como todo o seu elenco,impossível assistir sem um sorriso ao seu fim.

5 Cenas
  1. A Conversa de Bobby Sands com Reverendo Dominic (Fome)
  2. Jogo das Luzes na Cozinha (Um Doce Olhar)
  3. Lisa vê Michael (Tomboy)
  4. Daniel olha Laura nos olhos (Eu,Também)
  5. George Mèliés assiste aos seus filmes (A Invenção de Hugo Cabret)

Séries

Enquanto Abril foi um mês pra diversas estréias,Maio foi o mês pra consolidação dessas estréias e todas elas cumpriram perfeitamente os seus papeis.Em Game of Thrones,a briga por Westeros é cada vez mais brutal,por um lado Theon toma Winterfell,mas seus parentes o mostram quanto o mesmo é incapaz de tomar um lugar de tamanha importância,Robb prepara seu exército pra invadir King´s Landing que já fora invadida por Stannis,Tyrion tem que proteger King´s Landing de seus inimigos já que seu sobrinho Joffrey não tem a mínima capacidade de liderar um povo que o odeia e logo ali em Qarth,Daenerys se vê completamente sem saída mas reluta pra ter seus filhotes de volta,enfim,em volto a tudo isso somos testemunhas de aulas de direção,atuação,roteiro,produção,a qualidade de Game of Thrones é crescente.Mad Men é outra,que se continuar nesse ritmo consegue ainda superar suas outras temporadas que não foram nada menos que geniais,Sterling Cooper Draper Pryce,finalmente conseguem a Jaguar,com uma ajuda muito específica de Joan,Pete e Roger sofrem de crises existenciais que dão espaço pra Vincent Kartheiser e John Slattery  fazerem o que bem entendem,enquanto Peggy simplesmente não aguenta mais,não se sabe o que,descaso,se sentir excluída,ou ver que seu lugar está sendo tomado por alguém "melhor",Mad Men chegou a um nível inexplicável,se torna uma série tão complicada de se comentar quanto Breaking Bad ou The Wire,mas uma coisa é fácil se dizer,Christina Hendricks é o nome da temporada.Já nos dias de hoje,conhecemos o passado e como Olivia Pope começou a se envolver com o Presidente Grant,após o magnífico 4° episódio,Scandal não perdeu mais o ritmo,chegou ao ponto de nem a afetação de Kerry Washington e nem os sermões de todos os personagens incomodam e deixou um cliffhanger pequeno,mas intrigante,saiu a temporada com o pé direito.Já nos Subúrbios do Texas,Lacey descobre que Riley é uma massagista com trabalhos extras,Linette descobre que seu pretendente só pretende roubar o seu dinheiro e fugir para São Paulo(!),The Rub e suas meninas são ameaçadas por um policial e Selena ameaça cada vez mais o segredo de Riley,em The Client List,tudo continua mal escrito e maravilhoso.Já em termos de comédia,todas foram impecáveis,Girls melhora,vai se afastando das afetações e tornando tudo mais sútil,deixando que as cenas tomem conta do cenário,Marnie e principalmente Hannah cada vez mais interessante,enquanto Shoshanna e principalmente Jessa cada vez menos e Adam cada vez mais grotesco.Veep é cada vez mais impressionante,o conjunto da obra ali é todo perfeito,os roteiros,as direções e principalmente o elenco,que elenco,Julia Louis Dreyfuss encabeça tamanha genialidade,Nicknames é o melhor episódio do ano em termo de comédia (não vi muitas,então),especificamente,a cena em que os apelidos são apresentados a Selina,o mínimo que se pode fazer é chorar,extraordinária.Don´t Trust the Bitch in Apartment 23 é uma grata surpresa,a qualidade ao invés de ser constante,ela se elevou,um belo trabalho onde tudo funciona bem,principalmente roteiro e o elenco que antes era bom,agora pode se dizer brilhante,a química entre Krysten Ritter,Dreama Walker e James Van Der Beek (impagável) é impressionante,a prova de tamanha qualidade é a season finale e o magnífico,The Wedding.A maratona de Maio,foi a 2° temporada de The Big C,começou devagar,depois tomou força com a adição de Lee,mas por envolto do 9° episódio a força foi se perdendo,pra ser mais específico após o aborto sofrido por Rebecca,tudo meio que se perdeu,e metade dos personagens pareciam insuportáveis,mas a parte boa que a série se recuperou em seus dois episódios finais e mais uma season finale belíssima,não de fazer chorar,mas bela,e já disse mas é sempre válido ressaltar,Laura Linney é brilhante.

10 Atuações
 
  1. Christina Hendricks por Mad Men em Christmas Waltz
  2. Nikolaj Coster-Waldau por Game of Thrones em A Man Without Honor
  3. Julia Louis Dreyfuss por Veep em Nicknames
  4. Elisabeth Moss por Mad Men em The Other Woman
  5. Lena Headey por Game of Thrones em Blackwater
  6. Peter Dinklage por Game of Thrones em Blackwater
  7. Laura Linney por The Big C em The Darkest Day
  8. Lena Dunham por Girls em Hard Being Easy
  9. Vincent Kartheiser por Mad Men em Lady Lazarus
  10. Cynthia Nixon por The Big C em A Little Death

Música

Após passado o êxtase pelos novos de Marina and the Diamonds e principalmente de Miike Snow,chegamos a Maio com novas e ótimas,de início ouvi Aja do The Darcys,bom,nada fora do normal,tem as ótimas Deacon Blues e Home at Last,um passatempo válido.Resisti ao novo do Sigúr Ros,Valtari,a sensação é a mesma de comer algo gostoso que não faz ideia de olhos vendados,não sabe do que se trata,mas tá bom,muito bom,destaco Ekki Múkk que como falei,não sei o que é,mas é maravilhoso.Temos o prazeroso Hoodie Allen com seu EP All American,que obviamente é uma homenagem válida ao seu país de origem,Hoodie canta o porque dos Estados Unidos ser conhecido como o país das oportunidades,todas muito boas,mas High Again,Eighteen Cool,Top of the World e No Faith in Brooklyn (o Não Existe Amor em SP deles) captam perfeitamente a ideia que Hoodie quer passar.Santigold foi extremamente elogiada pelo seu novo trabalho Master of My Make-Believe,nas três primeiras faixas eu queria descobrir o porque de tantos amores,após elas,é fácil compreender,a batida é contagiante e as letras são maravilhosas,Big Mouth é incrível,mas The Riot´s Gone é uma das melhores conferidas do mês,definitivamente vale a pena.Anathema assim como Hoodie Allen fez algo temático com seu Weather System (e bem auto explicativo) as letras são extraordinárias,mas se permanecesse com a ideia de uma faixa ser continuação de outra,o disco poderia ser facilmente um dos melhores do ano,ouçam desesperadamente The Gathering of the Clouds e The Lost Child.Fibes,Oh Fibes! vem com o Album,contagiante é a melhor palavra pra descrever,nada que incomode muito,só vai perdendo a força com o decorrer das músicas Goord For My Soul é absurdamente linda.A irreverência de Gaby Amarantos com Treme é o que faltava pra música nacional,tudo muito bem feito mesmo sendo um tipo de música entitulado como Brega,pode se dizer um Brega de respeito,todas contagiantes,fáceis e grudentas,Xirley e a exausta Ex Mai Love são magníficas,mas Mestiça,essa sim é incrível,com toda força,uma música forte,definitiva,apontando que o negócio veio pra ficar,e se é pra ficar que fique com essa qualidade.Muitos viraram a cara pra Little Broken Hearts,o novo da linda Norah Jones,sinceramente não entendo,pois é superior ao seu anterior,enfim,a mulher continua sem errar,Happy Pills sé fácil,bem interpretada,bem produzida e bem escrita,definitivamente pra se prestar atenção,mas foi She´s 22 que me conquistou,forte e altamente triste.E pra terminar Rufus Wainwright fez o melhor que eu ouvi no mês,Out of the Game é sensacional,nada tá fora do lugar,redondinho e todo bom,produção,interpretações e letras em nível alto de beleza,por favor,ouça.

5 Músicas

Abril

Posted: 28 de abr. de 2012 by leo in Marcadores: , ,
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Filmes

No início de Abril,assisti a Tão Forte e Tão Perto de Stephen Daldry.Este foi mais um dos filmes de Daldry indicados ao Oscar,a diferença é que esse aqui foi uma escolha completamente inexplicável e é incompreensível o amor que a academia possui pelo diretor irregular.Aqui a direção é melhor que em O Leitor,mas o filme consegue ser inferior,não atinge e nos cativa em poucos momentos,a edição é ótima e a trilha sonora bem feita,mas o roteiro é desinteressante e a forma em que Daldry filme as diversas reviravoltas e visitas aos Black não é chamativo,a direção toma força quando se foca principalmente ao ótimo elenco,Thomas Horn ótimo,num personagem que ultrapassa o limite do insuportável,Max Von Sydow é extraordinário e certeiro,cativando com pouquíssimo tempo em cena e Sandra Bullock numa atuação que realmente merecia prêmios,muitíssimo bem,vale ressaltar a boa participação de Viola Davis que não decepciona,já Tom Hanks,passa despercebido como nunca,um filme que somente assistindo é fato de que ficou melhor num livro.A Guerra Está Declarada foi o filme enviado pela França pra concorrer ao Oscar 2012 e até agora um dos meus favoritos do ano,a trilha sonora é extraordinária e a fotografia simples é cativante,o primeiro ato do filme é absurdamente perfeito,frenético,não nos deixa respirar por um segundo e chegamos no ápice do filme ao seu fim,a partir daí o ritmo se diminui,mas a magia do filme continua lá,Valerie Donzelli está ótima em cena,mas Jérémie Elkain é fantástico,simples e verdadeiro,interessantemente,o filme possui uma alta quantidade de referências pop que me agrada,um filme que dá uma sensação de que o mundo é lindo após assistí-lo.Aleksei Fedorchenko dirigiu Almas em Silêncio,que mostra um ritual local de velamento de suas esposas,um filme com intenções interessantes,mas que provavelmente funcionou muito melhor para as pessoas que vivem em tal lugar,desinteressante,sonolento e arrastado,onde só a fotografia (merecidamente premiada em Veneza) chama atenção,mas muito válido destacar os momentos finais,o que parece o único momento lúcido de todo o filme.O Espião Que Sabia Demais dirigido por Tomas Alfredson é minimalista,complicado e bem feito,os diálogos são incrivelmente bem escritos,a trama é envolvente,mesmo que seja desenvolvido de forma lenta,a fotografia é sensacional,mas o grande ganho do filme é o elenco.Gary Oldman está maravilhoso,nos ganha com o charme único e o minimalismo impressionante,entre os coadjuvantes é complicado escolher o melhor,sendo que Colin Firth,Benedict Cumberbatch,Mark Strong,Toby Jones,David Dencik e Tom Hardy cada um com momentos extraordinários,um filme excepcional.E pra terminar finalmente assisti a O Poderoso Chefão 2,eu já tinha achado o 1° extraordinário,esse consegue ser ainda melhor,mais completo,com uma trama ainda mais complexa e interessante,chover no molhado dizer que o filme é uma obra prima,mas destacando o que mais me chamou atenção,além do roteiro milimetricamente perfeito e a direção incrível de Francis Ford Coppola (que sobressaia ainda mais quando se tratava de Vito Corleone),a fotografia é magnífica e a trilha sonora intrigante,mas como costuma ser o que mais me chamou atenção aqui é o elenco,onde todos os atores possuem seus momentos de genialidade,Robert DeNiro numa personificação perfeita de Don Vito Corleone,Michael V.Gazzo explosivo na medida certa e John Cazale é o cara perfeito pra transparecer vulnerabilidade,Talia Shire com poucas cenas mas certeiras nas que possui e Diane Keaton é sempre um deslumbre,sempre e finalmente consegui encontrar minha atuação preferida de Al Pacino,sensacional,uma obra de arte.

5 cenas
  1. "I knew it was you Fredo,i knew,you broke my heart" (O Poderoso Chefão 2)
  2. Sequência da discoberta da doença (A Guerra Está Declarada)
  3. "It´s about which master you´ve been serving,Toby" (O Espião Que Sabia Demais)
  4. "You WON´T TAKE MY CHILDREN!" (O Poderoso Chefão 2)
  5. O 1° encontro de Oskar com Abby Black (Tão Forte e Tão Perto)


Séries


Abril foi um mês bom,muito bom para as séries,no 1° dia do  mês estreou a 2° temporada de Game of Thrones,série merecidamente hypada e que obteve uma continuação satisfatória com o fim de sua 1° temporada que funcionou perfeitamente mesmo dando a impressão de introdução para a real trama,nela temos uma cambada de gente querendo ser rei e em meio a isso temos Tyrion Lannister servindo de Mão do Rei (no caso,o abominável Joffrey),e em sua função Tyrion é mil vezes mais eficiente que Eddard Stark por ter toda a segurança necessária pro cargo,coisa que o antigo não possuia,fomos introduzidos a diversos personagens,até agora os mais interessantes são eles as intrigantes Melisandre e Margaery Tyrell,ambas parecem servir como as verdadeiras mandantes de seus supostos reis,a série possui diversas tramas onde necessitava de um texto unicamente para a série e essa não é a intenção,pode-se adiantar que se a temporada continuar nesse ritmo,será ainda superior a sua primeira.Se a premiere dupla de Mad Men foi extraordinária,todos os episódios que o sucederam conseguiram ser facilmente superiores,mesmo quando parece não se ter pra onde,todos os personagens são levados aos extremos,com roteiros magníficos e diálogos de arrepiar,direção dos episódios são maravilhosos (destaco aqui Mystery Date e Far Away Places),até onde estamos,parece que a temporada pertence a Christina Hendricks que já possui material suficiente pra vencer um Emmy,novamente enfatizo,como Mad Men mesmo em sua 5° temporada parece manter sua vitalidade.Ainda aos domingos,estreou The Client List,a melhor série bagaceira até agora,a trama central é interessante,mas desenvolvida de forma desleixada,mas como um todo,tudo funciona perfeitamente bem,ao chegar em Tough Love,tudo fica ainda mais interessante e mais difícil de largar,Jennifer Love Hewitt é uma atriz interessante,me impressiono com a variedade do ótimo com o péssimo que a atriz consegue equilibrar,uma série ruim e se torna boa por divertir e por ser absurda.E por último,entre as estreias,tivemos Scandal,nova série de Shonda Rhimes,que se trata da ex-assistente do Presidente dos Estados Unidos,Olivia Pope e sua "firma",um premissa interessantíssima,onde até o seu 3° episódio,a trama central funcionava perfeitamente e os procedurais não tanto,outro ponto negativo da série é a perfeição chata da protagonista,onde nem Kerry Washington conseguia ajudar a melhorar a situação,mas o 4° episódio da temporada,aparece como o melhor episódio do mês.frenético e maravilhoso,até o seu fim.E teve Magic City que não valeu a pena ter perdido três episódios.Entre as comédias do mês,tivemos as estreias de Don´t Trust the Bitch in Apartment 23,divertida e a dupla de protagonistas (Krysten Ritter e Dreama Walker) são ótimas e a piada constante que é James Van Der Beek funciona muito bem,na HBO tivemos a estreia de Girls,criada,roteirizada,dirigida e atuada por Lena Dunham que retrata muito bem a sensação de vazio que mulheres solteiras em torno dos 20 anos possuem numa metrópole,a série é bem escrita,bem atuada e bem conduzida,vale a pena conferir.Ainda na HBO estreou Veep,essa sim uma comédia que faz rir (no meu caso,rir muito),sobre a Vice Presidente dos Estados Unidos Selina Meyer,brilhantemente interpretada pela genial Julia Louis Dreyfuss,ainda no elenco temos Anna Chlumsky,Reid Scott e Tony Hale,todos incríveis em seus personagens.E a maratona do mês foi dá também comédia da HBO,Enlightened,criada por Mike White e protagonizada por Laura Dern,uma mulher que entre em crise nervosa após descobrir que foi suspensa de seu setor,a atriz tem uma atuação impecável até o fim,Dern nos faz sentir compaixão,vergonha e raiva de Amy Jellicoe,ainda temos os ótimos em cena Diane Ladd (maravilhosa em Consider Helen),Luke Wilson e Mike White,série extremamente recomendada.
10 Atuações
  1. Christina Hendricks em Mad Men por Mystery Date
  2. Patrick Malahide em Game of Thrones por The Night Lands
  3. Luke Wilson em Enlightened por The Weekend
  4. Julia Louis Dreyfuss em Veep por Fundraiser
  5. Jon Hamm em Mad Men por Mystery Date
  6. Peter Dinklage em Game of Thrones por What Is Dead May Never Dies
  7. Jack Gleeson em Game of Thrones por The North Remembers
  8. Jared Harris em Mad Men por Signal 30
  9. Elisabeth Moss em Mad Men por Far Away Places
  10. Peyton List em Mad Men por Far Away Places

Música


Comecei o mês de Abril ouvindo Scars and Stories do The Fray e to querendo desesperadamente o meu tempo perdido de volta,ainda mais desinteressante que Paralytical Stalks e Everything Change,por ter aquela sensação eterna de Deja Vu.All of Me da Estelle já melhorou completamente a situação,não há nada de novidade no disco,mas a sensação de vir algo novo da cantora já é um avanço,destaco aqui  a ótima The Life e a incrível Do My Thing,que tem participação de Janelle Monáe.Pela primeira vez ouvi um disco da até então desconhecida por mim Rosie Thomas,ao ouvir pela primeira vez a achei extraordinária,mas após ouvir With Love de uma vez,a cantora perdeu o impacto,mas há músicas incríveis como Two Worlds Collide,Back to Being Friends e principalmente a linda Sometimes Love.Até então,as coisas não iam bem pra música no mês de Abril e foi quando peguei pra ouvir Tramp da Sharon Van Etten,cantando o desespero,a cantora se sobressai como um dos melhores discos de 2012 até agora,Warsaw,Serpents,Leonard,All I Can e Joke or Lie sao impecáveis,mas não Give Out e principalmente a desesperadora I´m Wrong aparecem como candidatas fortes como melhores músicas do ano.Pra graça da humanidade,Madonna largou de seus parceiros rappers e ajudou a produzir o ótimo MDNA,Falling Free possui uma letra marcante e Masterpiece uma batida,já Gang Bang e Turn Up the Radio é todo um conjunto que dá extremamente certo,vale muito a conferida.Miike Snow é um cantor que dispensa comentários,a única coisa que se deve fazer sobre é ouvir,o que me faz admirá-lo ainda mais é que ele escreve e produz todas as suas músicas,com isso,temos obras extraordinárias como The Wave,Devil´s Work,Archipelago,Paddling Out e Black Tin Box que tem participação da lindíssima Lykke Li,mas em Happy To You nada supera Vase,empolgante de forma minimalista.E pra fim,temos a volta do nome do pop que devia ser muito mais valorizado,Marina and the Diamonds vem com respeito com seu novo trabalho Electra Heart,não deixa devendo nada seu excepcional The Family Jewels,o início é empolgante até dizer chega,pelo meio se torna cansativo por ter duas músicas meio inusitadas e o fim volta a ficar genial,terminando de forma brilhante com a linda Fear and Loathing,atentem a Teen Idle,Lies e Homewrecker e por favor,toquem Primadonna em suas festas.

5 Músicas

Fevereiro/Março

Posted: 17 de mar. de 2012 by leo in Marcadores: , ,
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Então,por motivos de força maior,não pude postar no fim de Fevereiro aqui no blog e por esses motivos a quantidade de coisa conferida num grande espaço de tempo foi reduzida a zero,mas retomei as atividades em tempo de poder conseguir material pra Março e poder postar.

Filmes

Os Descendentes no início da temporada de prêmios foi apontado como grande favorito,especialmente o diretor Alexander Payne,o roteiro e seus atores principais,chegando a vencer importantes prêmios durante ela,a verdade é que o filme ao chegar no Oscar venceu somente o prêmio de Roteiro Adaptado,merecido? Não,se trata de um filme que prefere ir pelo lado cômico desnecessário mesmo sabendo que tem material suficiente pra ser algo muito maior,com alguns personagens que chegam irritar (principalmente Scottie e Sid,que está ali pra nada),o trabalho de edição é mal feito e a direção de Alexander Payne é desinteressante,onde parece somente funcionar quando trabalha com seu elenco excelente,as participações de Beau Bridges,Robert Foster e principalmente Judy Greer são incríveis,Shailene Woodley aparece como a maior subestimação da temporada de prêmios,numa performance belíssima e George Clooney tem a melhor atuação da carreira,onde consegue dizer tudo somente em expressões fortes e destruidoras quando postas em close,infelizmente o filme não faz jus as atuações.Histórias Cruzadas de Tate Taylor era outro grande favorito ao Oscar do ano,e chegou até a premiação com força,pra sorte,os votantes do prêmio ignoraram,um filme polêmico,uns defendem,o acham ótimo,outros além de acharem ruins,acham preconceituoso,concordo com a segunda opinião,mas me privo ao falar somente do filme em si.Fraco,caricato e uma falho na mensagem em que tenta passar,personagens altamente mal escritos e é onde o filme se salva,o trabalho de elenco é primordial,as atrizes fazem trabalhos milagrosos pra dar algum tipo de identidade as suas personagens,Sissy Spacek e Allison Janney tem trabalhos pequenos mais competentes em suas propostas,Octavia Spencer (a vencedora do Oscar) é absolutamente dispensável e repete o que várias outras atrizes já fizeram em filmes com propostas parecidas,Jessica Chastain novamente acerta com uma péssima personagem em mãos,Bryce Dallas Howard é a melhor de todas as coadjuvantes e novamente mais uma atuação ótima que passa despercebida,Emma Stone é competente,mas se prejudica ao dividir o posto de protagonista com a excepcional Viola Davis,a única personagem que possui algum tipo de profundidade do filme,uma atuação extraordinária,merecidamente celebrada.Cavalo de Guerra é o típico drama épico do Steven Spielberg,aquele que faz chorar,a grande diferença é que os anteriores costumam ser bons,o filme é gritantemente cafona,uma história desinteressante que não sabe aproveitar nenhum um pouco de seus personagens e segue a 2°Guerra do ponto de vista de um cavalo,podia ser interessante,mas não é,toma força quando nos focamos nos aspectos técnicos,fotografia,direção de arte perfeitos,um trabalho de edição incrível e uma direção ótima do Steven Spielberg,aqui se pode culpar apenas a desinteressante história,o elenco é vasto mas somente quem se sobressai é Niels Arestrup,fora ele a melhor atuação é do cavalo,apenas mais um filme.Attenberg mescla a simplicidade com a pretensão e erra,um tema ousado em mãos que simplesmente se perde ao decorrer do filme,não se concentra no foco e acaba dando mais importância a coisas menos importantes e assim vai alternando durante o filme,o que o torna inverossímil,algumas cenas altamente aleatórias e uma atuação injustamente reconhecida pelo Festival de Veneza de 2010,Ariane Labed é corajosa,se entrega,tem os seus momentos,mas é evidente a inexperiência da atriz.Pra terminar,Essential Killing que muito diferente de todos os citados,é uma obra de arte,uma aula de como se fazer cinema,um trabalho completo,direção genialíssima de Jerzy Skolimowski,uma trabalho de fotografia simples e extremamente importante para a conduzir um filme igualmente frio e irretocável e a atuação mais subestimada dos últimos anos,Vincent Gallo é assustador e assustado ao mesmo tempo,um filme impressionante,no qual todos merecem assistir.

5 Cenas
  1. Mohammed encontra uma mulher amamentando na floresta (Essential Killing)
  2. A fulga de Joey (Cavalo de Guerra)
  3. A conversa entre inimigos (Cavalo de Guerra)
  4. "You is Kind,You is Smart,You is Important" final (Histórias Cruzadas)
  5. A Visita de Matt e Alex aos Speer (Os Descendentes)

Séries

Durante o tempo sem internet,os maiores prejudicados de fato foram as séries,mas foi tempo suficiente de assistir algumas coisas,como o excelente piloto de Awake,um piloto com impacto,ótimo roteiro e atuações muito boas,principalmente de Jason Isaacs,Dylan Minette e Cherry Jones,o 2° de Smash possui problemas com um dos personagens mais importantes da série,o drama de Julia (Debra Messing) é chato e desinteressante e seu filho é incoerente,já no 3° percebemos que quando a série se foca mais na parte produtiva da peça,a série se torna mais interessante.Southland só faz melhorar e Regina King se mostra cada vez melhor e percebemos que ela é a atriz mais subestimada da atualidade e House of Lies continuou se focando em seus textos o que torna a série bem menos chata,a atuação de Don Cheadle permaneceu numa qualidade constante e Kristen Bell impressiona no 5° episódio,já Alcatraz desisti.No último domingo,estreou a 5° temporada de Mad Men,impressionantemente com o mesmo vigor de sua 1°,com um humor nunca antes visto (ou nunca antes percebido),cenas marcantes e atuações notáveis,Don aparece de vida nova e casado com sua ex-secretária,interessante o constante paralelo da vida de Don e Megan com a de Roger e Jane,interessante e particularmente triste,e no episódio temos talvez uma das cenas mais bem feitas da série,a visita de Joan e seu bêbê na Sterling Cooper Draper Pryce,impressionante como uma visita desencadeou uma série de constrangimentos em todos os personagens envolvidos na cena.Antes mesmo disso,tivemos o 3° e o 4° episódio da injustamente cancelada Luck,as coisas começavam a crescer e tomar proporções sérias,a maestria na direção e roteiro continuaram incríveis,mas nada me impressionou tanto quanto a performance genial de Nick Nolte em ambos episódio.Finalmente terminada Homeland,ao seu fim,a pergunta feita foi "como conseguirei sobreviver sem isso durante um tempo?" uma pergunta justíssima,quem assistiu,provavelmente também se sentiu constantemente enganado e tudo era uma surpresa,todas convincentes,roteiros extraordinários e atuações impressionantes,de arrepiar,as participações de Marin Ireland e Ramsay Faragallah são essenciais e ótimas,Morena Baccarin,Mandy Patkin e Damian Lewis todos extraordinários e com momentos de maestria em suas particularidades,mas Claire Danes tem a melhor personagem de sua carreira,genial em todos os segundos,todos os momentos de sua inconstante personalidade,uma 1° temporada extraordinária.E tivemos,finalmente a 4° temporada de Breaking Bad (a melhor série da atualidade),é absolutamente um trabalho difícil de falar sobre Breaking Bad,é o tipo de conteúdo que é necessário ser assistido para ter noção de tamanha genialidade,tamanho trabalho bem feito de direção,roteiro,fotografia e atuações,somos premiados com cenas antológicas,a atuações de assustar de tão bem compostas,o crescimento de personagens que antes apareciam como meros coadjuvantes é extraordinário,uma série surpreendente até o último segundo (literalmente) e que é válido ser visto,com urgência.

10 atuações
  1. Bryan Cranston em Breaking Bad por Crawl Space
  2. Claire Danes em Homeland por The Vest
  3. Aaron Paul em Breaking Bad por Problem Dog
  4. Giancarlo Esposito em Breaking Bad por Box Cutter
  5. Nick Nolte em Luck por Episode 3
  6. Damian Lewis em Homeland por Marine One
  7. Anna Gunn em Breaking Bad por Cornered
  8. Regina King em Southland por Identity
  9. Mandy Patkin em Homeland por The Good Soldier
  10. Christina Hendricks em Mad Men por Little Kiss

Música

O genial Leonard Cohen lançou Old Ideas,um álbum como muito dos seus,ótimos quando se focam em suas letras que não envolve religiosidade,neste temos a matadora Anyhow e a também belíssima Crazy to Love You,mas sendo um álbum que boa parte dele é recitada (já que Leonard,tem uma bela voz,que pra cantar não funciona muito bem) pode cansar.Everything is Changing da Anneke Van Giersbergen já desponta fácil,como um dos mais dispensáveis do ano,não há nada em que se aproveite,um pop nada envolvente e de letras e melodias fracas.Put Your Back N 2 It do Perfume Genius,foi a surpresa do mês,sem o mínimo conhecimento anterior,conferi e me surpreendi com músicas de qualidade,melodias intrigantes e um toque de blues,All Waters e Normal Song facilmente se destacam.A dupla sueca First Aid Kit,influenciada por Fleet Foxes e Joanna Newsom (PUTZ!) e tem a participação de Conor Oberst em The Lion´s Roar,facilmente aparece como um dos melhores lançamentos do ano até agora,com músicas marcantes e belas vozes destacam In The Hearts of Men,I Found a Way e principalmente a extraordinária King of the World.Após os ótimos Girls and Boys e principalmente Be Ok,Ingrid Michaelson precisava despontar com mais um bom disco,já que Everybody não é tão empolgante assim,infelizmente,Human Again não é muito melhor que o anterior.The Cranberries ficou em hiato durante 9 anos,e após tanto tempo,deviam no mínimo lançar algo que faça jus a carreira incrível da banda,e fizeram,já que mesmo com uma discografia notável Roses se sobressai com músicas extraordinárias como Losing My Mind,Waiting in Whaltamstow,Roses e principalmente a maravilhosa Conduct.O erro de Paul McCartney com Kisses on the Bottom,foi o mesmo erro cometido pelo Kaiser Chiefs ano passado,um ótimo álbum que nos cansa pela quantidade excessiva de músicas,mas nunca,nunca ignorar canções memoráveis como I´m Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter,The Glory of Love e a belíssima My Valentine.Band of Skulls entra no mesmo hall de First Aid Kit,mas não com o mesmo impacto,músicas sensacionais e vocais extraordinários e este é realmente um álbum complicado de se escolher uma preferida.Terminando o mês,Que Assim Seja do Rashid,cumpre bem o seu papel,mas acaba indo muito pela zona de conforto do Rap Nacional que muito me incomoda,mas possui ótimas músicas,como Que Assim Seja e a incrível Quando Éramos Seis e Always do Xiu Xiu que poderia ser bem melhor e por pouco não foi o Paralytical Stalks da vez,optando por caminhos estranhos e se perdendo em boa parte de suas músicas,ouçam Smear the Queen.

5 Músicas

O Oscar em Performances 2008

Posted: 23 de fev. de 2012 by leo in Marcadores:
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Considero 2008 o melhor ano para as categorias de atuação no Oscar,todas muito acima da média,todas merecidas? depende do ponto de vista,vamos a eles:


Melhor Ator

Uma categoria brutal,essa é a palavra correta,personagens todos absolutamente bem escritos e atuados com maestria,interessantemente,4 das atuações eram as melhores de seus atores,o único excluso dessa lista é Johnny Depp com o aborrecidíssimo Sweeney Todd - O Demoníaco Barbeiro da Rua Fleet,mas não é porque o filme é ruim que a atuação também é,muito pelo contrário,a melancolia que Depp posta em seu personagem é única e belíssima,mas mesmo tão bom,conseguia ser o mais fraco da lista.Tínhamos Tommy Lee Jones numa atuação memorável (que curiosamente muitos viraram a cara) no também ótimo No Vale das Sombras,George Clooney fazendo o seu habitual feijão com arroz de absurda competência que costuma fazer em Conduta de Risco e Viggo Mortensen,de arrepiar no absurdamente incrível Senhores do Crime,que poderia facilmente levar o prêmio,mas se um monstro chamado Daniel Day Lewis não estivesse dando aula de atuação no grandioso Sangue Negro,explosivo,maníaco,genial,era um prêmio unânime,só poderia ser dele.


Melhor Atriz

Essa era outra categoria brutal,mas em sentido diferente,as personagens não eram tão marcantes,mas as atuações todas de respeito,e muito respeito.A mais fraquinha entre as candidatas era Ellen Page no bem bom Juno,uma ótima atuação,que puxa toda a atenção do filme para si (óbvio,o personagem título era o dela),mas não era sua melhor atuação,só que isso não vem ao caso.Também tínhamos Cate Blanchett novamente no papel de Queen Elizabeth I,ainda melhor que na primeira vez num filme infinitamente inferior.E eis que vem o extraordinário dilema do ano,de um lado,Laura Linney simples,contida e genial no impecável A Família Savage (só lembrando que nessa temporada de prêmios Linney era ignorada em todos os prêmios possíveis e foi lembrada pelo Oscar,prova que a premiação faz justiça de vez em quando),também havia Julie Christie atriz qual lamentei muito por não ter feito Longe Dela (ótimo) no ano seguinte,gostaria definitivamente de ver a atriz vencer pelo papel,atuação perfeita,sem tirar nem por.E pra finalizar tínhamos a até então desconhecida Marion Cotillard numa atuação que era a cara do Oscar,cinebiografia de um figura importante para determinado lugar,maquiagem pesada,mas nada disso era impencílio,a atuação era mesmo devastadora,uma das melhores da última década,um hype absurdamente merecido (e que graça ao talento absurdo de Marion,continuou a carreira com respeito),merecido? de fato,mas fica aquela complexa discussão,é mais legal ver no Oscar gritos e choros desvairados como Cotillard ou uma performances contidas e impecáveis como Christie e Linney?


Melhor Ator Coadjuvante

Novamente a categoria de Ator Coadjuvante fora decidida antes de chegar no Oscar,era um prêmio óbvio,mas antes de chegar no vencedor,falamos dos outros.Tínhamos Phillip Seymour Hoffman somente bom,no chatíssimo Jogos de Poder,Tom Wilkinson,ótimo e com uma cena sensacional no também ótimo Conduta de Risco,Hal Holbrook genial,essa é a palavra correta,genial em poucas cenas no igualmente genial Na Natureza Selvagem e Casey Affleck,estranho,assustador,vulnerável e desconfiadíssimo no maravilhoso O Assassinato de Jesse James pelo Covard Robert Ford,uma atuação memorável.E chegamos ao vencedor,Javier Bardem fazendo o tipo de personagem que eu mais gosto,vilão,daqueles que somente ao ser mencionado dá certo frio na espinha,é um conjunto de fatores que faz a performance de Bardem ser tão sensacional,meticuloso e fedendo a perigo,genial,memorável,são diversos os adjetivos superlativos que poderia descrever para definir a atuação de Bardem,mas não faria jus.


Melhor Atriz Coadjuvante

Eu poderia achar essa categoria uma bagunça,que de fato está,mas isso também de fato não é uma reclamação já que todas as indicadas mereciam estar ali.Amy Ryan merecia a indicação pelo surpreendente Medo da Verdade,mas não tá tão boa quanto eu achava que estava (e que a temporada de prêmio também achou,aliás,venceu diversos no início e começou a perder força perto do Oscar).Ruby Dee muitíssimo boa,em pouquíssimas cenas em O Gângster,mas muitos acham que estava indicada pelo prestígio da atriz.Saoirse Ronan impecável no ótimo Desejo e Reparação,mas Romola Garai merecia mais,ou Vanessa Redgrave? ou a própria Saoirse,realmente é algo que eu ainda não consigo decidir.Mais chegamos a briga de gigantes,duas atrizes sensacionais,em personagens sensacionais,enquanto Cate Blanchett entregava uma atuação marcante (que novidade) na pele de Bob Dylan,no melhor segmento do interessantíssimo Não Estou Lá.Mas a inescrupulosidade enorme de Tilda Swinton em Conduta de Risco superou o camaleonismo de Blanchett,uma atuação realmente incrível e Swinton em sua última cena leva o desmoronamento de uma reputação todo somente em expressões,uma ótima atuação.Obviamente essa não seria minha escolha,mas é daqueles prêmios desmerecidos mas que são completamente compreensíveis.

Janeiro

Posted: 30 de jan. de 2012 by leo in Marcadores: , ,
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Resolvi mudar a forma de postar,como já vi que comentar filme por filme,disco por disco e temporada por temporada,comigo não dá certo,então,porque não fazer pequenos resumos de tudo aquilo que estreou e me chamou atenção separadamente por seus meses,será assim,e espero muito que eu não canse lá pelo meio do ano e desista dessa forma de postagem também.Uma observação,irei comentar aquilo que eu assisti,e não que foi lançado nesse mês,ou seja,muita coisa atrasada,terá nisso aqui,então,vamos a eles.


Filmes


Pode-se dizer que 2012 começou de forma bastante positiva,temporada de premiação e época de Blog de Ouro,procuramos assistir o que há de melhor,ao menos aquilo que parece ser o melhor.Primeiro filme de 2012 foi Jogos de Poder,dirigido por Doug Liman,com um roteiro que passeou pelo massante em seu primeiro ato e pelo muito bom quando se focava no drama familiar da protagonista,ótima performance de Sean Penn,mas Naomi Watts era quem ditava as regras.A simpatia de Emma Stone me conquistou completamente pelo ótimo A Mentira,falando em simpatia,Woody Allen extrapolou do adjetivo num dos filmes mais virtuosos de 2011,Meia Noite em Paris é uma aula de roteiro e uma viagem a cidade que dá título ao filme,e o elenco? Que elenco,Owen Wilson numa de suas melhores atuações e que não se deixa ficar pra trás em frente ao um elenco onde até Carla Bruni está bem,destaco Marion Cotillard (sempre ela) e Corey Stoll que rouba a cena quando aparece,continuando na vibe leveza,assisti ao interessante A Árvore da Vida de Terrence Malick,diferente,difícil e de vez em quando insuportável,não tenho uma opinião formada,não amei e nem odiei,só achei algo único,Hunter McCraken e Jessica Chastain em performances memoráveis e uma das piores cenas finais que já assisti.Mas não foi só de leveza que foi Janeiro,tivemos os confrontadores Melancolia e A Pele que Habito de Lars Von Trier e Pedro Almodóvar,respectivamente,ambos aulas de como fazer bem feito,primeiro metafórico,contundente e singelamente esperançoso,Kirsten Dunst em sua melhor performance fácilmente,Charllote Gainsbourg no mesmo nível da primeira e participações ótimas de Kiefer Sutherland e Charlotte Rampling.Já A Pele que Habito é o melhor de Almodóvar desde Volver,incrível,doentio e memorável,roteiro incrivelmente provocador e chocante,Antonio Banderas voltando a atuar igual gente,Marisa Paredes e Jon Arnet ótimos em cena,mas é Elena Anaya quem rouba o filme pra si,sensacional.E pra fim,assisti ao preferido ao Oscar,O Artista de Michael Hazanavicius,melancólico,saudosista e corajoso (mesmo que filme mudo seja algo do início do século 20),roteiro incrível e tecnicamente perfeito,todo carregado na música de Ludovic Bource e na atuação extraordinária de Jean Dujardin,que leva o filme na base de gestos e expressões,a diferença é que temos uma Berénice Bejo em seu caminho,que particularmente a acho melhor em sua atuação,um ótimo filme.

5 Cenas
  1. A Tentativa de fulga de Claire (Melancolia)
  2. A Cena Final (O Artista)
  3. A Operação (A Pele que Habito)
  4. O Balé no Jardim de Mrs.O´Brien (A Árvore da Vida)
  5. I´ve,I´ve got Pocketfull of Sunshine (A Mentira)

Séries


Pra quem me conhece do twitter,sabe que sou a pessoa mais desleixada do mundo com séries,não tenho o costume de ver nada em dia,absolutamente nada,mas resolvi mudar e comecei com as estréias de Janeiro,outra coisa que sabem que de todas as temporadas que atraso,costumo fazer maratonas,no caso,a maratona que eu enrolei durante todo mês,foi Justified da FX.A 1° Temporada,fora extraordinária e a segunda,atingiu níveis estratosféricos de genialidade,direção sempre competentíssimas (destaco aqui Adam Arkin por Reckoning),roteiro ágil de diálogos sensacionais e o que dizer das atuações? todas,sem tirar nem por,são incríveis,a série é extremamente generosa com seus atores,Timothy Olyphant e Walton Goggins despensam comentários e quem impressiona é Margo Martindale numa das figuras mais assustadoras dos últimos tempos na Tv,temporada perfeita.E tivemos as estreias,a NBC veio com a procedural The Firm,baseada no livro de John Grisham,não passa do bom,mescla bem os casos da semana com o plot central da série,possui um bom texto,mas não é um The Good Wife,o elenco é bom,Josh Lucas,Molly Parker e Callum Keith Rennie encarnam bem o papel que lhe é entregue,mas Juliette Lewis (quem diria?) exagera,o canal também investe em musicais,a empreitada é Smash criada por Theresa Rebeck,que filma os bastidores da Broadway e o ambiente extremamente competitivo,o elenco é competentíssimo,Debra Messing,Anjelica Huston (ótima),Jack Davenport (o melhor da série),Megan Hilty e a Runner Up da 5° temporada de American Idol,Katherine McPhee,um ótimo piloto,resta saber se vai continuar seguindo a boa linha e proposta da série.A Showtime veio com House of Lies,muito conhecida como a nova série da Kristen Bell,piloto bem ruim,mas que se recupera bem no 2° episódio,focando mais no texto e investindo mais nos resto do elenco,Don Cheadle é o protagonista.E as duas grandes promessas do mês,a primeira delas que estreará oficialmente em Março,mas o piloto vazou,é Touch,criada por Tim Kring (criador de Heroes e por isso muitos viraram a cara),o que se pode dizer é que o piloto é contundente do jeito que todo episódio inicial deve ser,é cativante,emocionante,Kiefer Sutherland está ótimo no papel e novamente um ponto positivíssimo pra série,os atores regulares da série (Sutherland,David Mazouz,Gugu Mbatha-Raw e Danny Glover) são ótimos,diferentemente da segunda grande aposta.Alcatraz,produzida por JJ Abrams,com Sarah Jones (Polly Zobelle!),Jorge Garcia,Sam Neill e Parminder Nagra no elenco,como disse diferentemente da primeira citada,aqui somente os dois primeiros atores fazem direito o dever,Sam Neill canastríssimo e Parminder Nagra nunca é boa,já Jorge Garcia me surpreende,sobre a série,não é das melhores,o que mais me prende são as resoluções sempre interessantes para seus casos,mas o roteiro na maioria das vezes são bastante imbecis e os diálogos são vexaminosos.Mas também tivemos retorno de uma das melhores séries da atualidade,a policial Southland volta pra sua 4° temporada,diminuindo o número de atores regulares e fazendo o certo,deixando somente os melhores atores e personagens da série,adicionando Lucy Liu,muitíssimo bem em cena,detalhe importante,a season premiére é um dos melhores episódios da série.

5 Atuações
  1. Timothy Olyphant em Justified por Reckoning
  2. Margo Martindale em Justified por The Spoil
  3. Regina King em Southland por Wednesday
  4. Jorge Garcia em Alcatraz por Kit Nelson
  5. Ben Schwartz em Amsterdam por House of Lies

Música


Janeiro começou mal pra música,na primeira metade do mês,nada vazava e aqueles que iriam ser lançados não me interessariam muito,cheguei ao ponto de ter que considerar aqui o último interessante de 2011,mas o resto do mês foi produtiva,ao ponto de ter que deixar muitas coisas pra Fevereiro.Como sempre tivemos surpresas,algumas boas e outras ruins e uma decepção,das grandes.Entre as coisas ruins,tívemos Common com seu The Dreamer/The Believer,o disco é ruim? não,mas extremamente mais do mesmo,nada de inovador,nada.Sounds from Nowhere do The Ting Tings sofre do mesmo mal,praticamente a mesma coisa de We Started Nothing,a grande diferença é que o 1° disco de fato era novidade,mas destaco a nostalgia de One By One.Tívemos também o desastre de Paralytical Stalks do of Montreal,aquele tipo de disco que quando se começa a se apegar a qualquer música,a mesma toma rumos completamente diferentes e desinteressantes,um samba do criolo doido,bem do desagradável e pra terminar,a primeira grande decepção de 2012,Lana Del Rey era a grande promessa da música pro ano com Born to Die,mas desapontou,letras ruins? Jamais,todas,sem exceção,possuem boas letras,algumas incríveis,como Dark Paradise,mas todas possuem a mesma batida,nada inovador,um disco absurdamente preguiçoso,mas não completamente descartável.Mas agora,vamos falar de coisa boa e não é da Iogurteira Top Therm,Chairlift lança seu Something,diferente e cativante,a voz linda de Caroline Polachek faz a diferença e músicas extraordinárias como Amanaemonesia,Guilty as Charged,Cool as a Fire.E pra terminar as duas pérolas do mês,primeiro The Maccabees com o impecável Given to the Wild,tipo de disco que é complicado dizer qual música é mais incrível,opções não faltam,mas Ayla,Child,Forever I´ve Know,Unkown,Went Away,Heave,simplesmente ouça.Ano passado lembro que o melhor disco nacional fora lançado na primeira metade do ano,mas ouvi somente no fim,já 2012 fiz diferente,o melhor nacional do ano (e provavelmente,não irão tirar do lugar tão fácil) é Segunda Pele de Roberta Sá,sai do lugar comum de muitas cantoras nacionais (o samba) e inova,com novos ritmos,nova cara e novas letras arrasadoras (Altos e Baixos,Você não podia surgir agora) mas sem nunca perder a graça impecável,uma das melhores cantoras no seu melhor trabalho.

5 Músicas